24 de julho de 2012

Friends por Carol Stew - Capitulo 6


Boa noite pessoal!
Peço mil disculpas por não ter postado ontem!
Boa leitura!

AVISO: o capitulo a seguir contém cenas de violência proibida para menores de 18 anos, se continuar lendo tenha conciência disso.

Capitulo 6: Breath me

Pov. Bella

Assim que cheguei ao escritório fui para minha sala e me sentei na enorme cadeira que ali havia, abri a gaveta da escrivaninha e achei ali uma foto minha com ninguém mais ninguém menos do que James Holward, meu eterno pesadelo.

Flash Back

*Coloque para carregar: Breath me – Sia *

Pov. Bella

Eu precisava de carinho, de cuidado, de um abraço, de um beijo, de um afago, de um sussurro, do silêncio, do calor, do frio, da temperatura certa, de pele com pele, eu precisava de um amigo. Precisava de alguém que me dissesse que tudo ficaria bem, precisava de alguém.

Precisava dele, precisava que ele cuidasse de meu pequeno coração destroçado. Que ele colasse os pedaços do meu ser que estavam despedaçados. Eu precisava de uma noite de sossego, precisava de calmaria, de risadas pela sala, de um minuto de silêncio, de choro, de gargalhadas, precisava ficar sozinha e ao mesmo tempo sentir que estava com alguém.

Meu coração esmagado precisava ser concertado, em meu rosto eu precisava de um sorriso, em meu cabelo eu precisava de um afago, em meu sofá eu precisava dele. Em meu ser eu precisava de alegria, em meu estômago eu precisava de borboletas, em minhas mãos eu precisava da corrente de eletricidade que ecoava dele, em minha mente eu precisava de distração.

Era como se eu fosse apenas cacos de um objeto quebrado, cacos inúteis, fracos e descartáveis. Era assim que eu me sentia, era assim que eu sempre me sentiria enquanto ele não estivesse ao meu lado.

Quando se tem dezesseis anos tudo é muito intenso, tudo é agora, tudo é intolerável tudo é rápido, rápido demais para saber as consequências. Aliás, quando se tem dezesseis anos às únicas palavras que são descartadas do dicionário dos jovens é consequência, reponsabilidade.

Você só quer curtir, só quer aproveitar o hoje e esquecer que o amanhã existe. Para uma garota de dezesseis anos o príncipe encantado é só o cara mais atraente da escola, é seu primeiro namorado, é só o cara que faz as outras suspirarem apenas em vê-lo passar.

Eu sei de tudo isso porque, obviamente já tive dezesseis anos e eu era exatamente o tipo de garota que queria viver o hoje e esquecer os próximos dias do ano.

Foi assim na volta das férias de verão, eu tinha acabado de completar meus dezesseis anos e estava eufórica porque finalmente poderia ter em mãos minha carta de motorista e dirigir a tão cobiçada picape de meu pai. Que tinha me prometido dá-la de presente para mim em meu décimo sexto aniversário, quando esse dia me chegou só sabia fazer duas coisas: pular e gritar.

Naquela manhã em especial, eu estava eufórica por finalmente poder ir para a escola de carro, ou melhor, dizendo: dirigindo o carro. A maioria dos estudantes do Forks Hight scholl já tinham seus próprios carros, obviamente mais modernos e novos do que minha velha picape.

E quando digo ‘’modernos’’ e ‘’novos’’ me refiro aos termos modernos e novos daquela época que nem sequer se comparava aos termos modernos e novos de nossa época em plenos dois mil e doze.

A maioria dos carros do grande estacionamento do Hight scholl se resumia em: Monza, Gremlin, e Toyota. O que é claro, naquela época fazia o maior sucesso entre os adolescentes que queriam ser cada vez melhores uns do que os outros.

Quando apareci com minha velha caminhonete Chevy vermelha alaranjada em pleno estacionamento do FHC quase ninguém olhou para mim, o que era bom já que eu não queria ser chamada de ‘o centro das atenções’.

O motor da picape parecia não concordar tanto assim comigo já que fez um estrondo barulho quando estacionei o carro numa vaga perto de algumas árvores. Tinha dispensado a carona de Edward para poder estrear meu novo carro, e oh Deus como me arrependo disso.

O estrondo do motor foi tão grande que despertou a atenção de algumas pessoas que ainda não haviam entrando em seus devidos prédios para as aulas que iriam começar em alguns minutos. Mas uma pessoa em especial também teve sua atenção puxada pelo o barulho de meu carro.

Ele era lindo, os olhos de uma cor azul profunda quase como duas piscinas de agua cristalina, os cabelos num tom tão loiro que devia fazer inveja ao sol, e a pele pálida chegando quase a ser transparente tão lindo... Isso sem falar no porte físico que com certeza tinha a ver com sua estada no time de futebol americano da escola, time ao qual Edward, Emmett e Jasper faziam parte.

Ele era deslumbrante, mas sua beleza não era conhecida por meus olhos.

‘’Ele deveria ser novo na escola’’ pensei comigo enquanto admirava o garoto mais lindo que meus olhos já viram.

– Hey, tudo bem? – perguntou o anjo de olhos azuis me tirando de meus devaneios.

– hm. Sim! Errr você é novo aqui? Sinto muito estar sendo intrometida, errr eu não queria. Desculpe-me se errr estiver sendo muito... - eu não conseguia terminar de formular a frase, minhas mãos suavam frio e meu coração batia desesperado como se estivesse sido colocada numa banheira de gelo.

– Hey, calma – ele riu, ah ele riu, Oh meu deus que som divino, eu nunca ouvi alguém rir tão majestosamente quando ele. – Em primeiro lugar, meu nome é James, James Ryan e sim eu sou o novato do Forks Hight Scholl, não vai me jogar ovos certo? – Perguntou com tom divertido em sua voz.

‘’Oh até o tom divertido dele é lindo, sua voz é como sino para meus ouvidos’’ – Pensei e logo depois me arrependi ‘VOCÊ É IDIOTA ISABELLA SWAN? MAL CONHECEU O GAROTO E JÁ ESTÁ DERRETIDA FEITA CUBOS DE AÇUCAR NA CHUVA’ reclamou minha consciência novamente. Eu realmente estava me cansando dela.

–Oh, eu realmente não penso em lhe jogar ovos nem farinha, não sou esse tipo de garota – disse sorrindo como uma boba, obviamente não tão lindamente quanto aquele que estava em minha frente.

– E que tipo de garota você é? Hm? O tipo de garota tímida e estudiosa que se preocupa o tempo todo com sua nota de final de bimestre mais do que com se divertir com os amigos num final de semana ensolarado na Califórnia? – perguntou chegando mais perto de mim, seu hálito quente batendo em minhas bochechas, oh, por favor, que eu não fique corada agora, não na frente dele.

– Está tão na cara assim? – Perguntei tentando disfarçar minha vergonha por ser chamada basicamente de ‘CDF’ pelo garoto mais lindo da escola.

– Hm, me desculpe eu não quis ofender, mas você ainda não me disse seu nome... E sabe isso seria bom, para hm, eu saber o seu nome basicamente. – Disse corando, oh Deus ele cora, obviamente mil vezes mais lindamente do que eu, que ficava vermelha como um pimentão com alergia. Ele era diferente, suas bochechas só ficavam levemente rosadas dando um ar fofo em seu ar masculino.

–O meu nome? Oh, bom o meu nome é Bella... Quer dizer, o meu nome não é Bella, mas todos me chamam assim, Bella é mais como meu errr apelido, não que eu me ache realmente Bella é só que é mais fácil do que ser chamada de Isabella. Mas meu nome é Isabella, Isabella Marie Swan. – Oh merda! ‘’Parabéns Isabella Swan, mais uma vez conseguiu falar mais do que sua própria boca permitia. Palmas!’’ disse minha consciência mais uma vez me fazendo sentir como uma grande boba. E eu logicamente corei.

– Isabella? É realmente um nome apropriado para uma garota tão bela quanto você, fica exatamente linda corada. É como, a flor mais delicada das flores, é eu sei é meio clichê, mas é como eu sou – disse passando um dos dedos por minha bochecha atraindo mais sangue e mais cor para aquele local.

‘’Darling, pouco me importa se você é clichê, você é o cara mais clichê e tremendamente fofo que já conheci’’ – pensei, mas não falei.

– Sabe, eu acho que você é diferente de todas as outras garotas com as quais já cruzei aqui hoje, sei lá achei todas meio ‘plásticas’ como bonecas de plástico. –disse em tom divertido.

– Hmm, elas são um pouco plásticas mesmo Rá,Rá é normal aqui –disse corando.

– Bella? Quem é esse? – Perguntou Edward assim que me viu ao lado de James ‘James, eu realmente gostei desse nome’ infelizmente quando meu melhor amigo veio para perto de mim, meu príncipe encantado se afastou e olhou para o asfalto molhado, retirando em seguida seu dedo de meu rosto.

– Hm, esse é James, James Ryan ele é novo aqui e eu estava falando com ele, errr tentando fazer o primeiro contato. – É eu sei uma resposta tremendamente furada, mas foi o que produzi em pouco tempo para a resposta. ‘Mente genial, por que me abandonas?’

– Prazer – falou James dando a mão para Edward que recusou colocando suas mãos para dentro dos bolsos da calça.

– Ham, oi, Bella vamos para a aula o professor ou podemos levar uma detenção – desconversou Edward me puxando para longe de meu príncipe e me levando para dentro do prédio sete onde teríamos a aula de cálculos.

– O que pensa que está fazendo Edward? Eu estava falando com ele, você nem ao menos o cumprimentou direito, eca! Porque foi tão mal educado? Esse não é o Edward que conheço e com quem cresci o que está acontecendo? – O atafulei de perguntas enquanto ele só bufava e me dava um olhar bravo.

– Bella, em primeiro lugar você nem ao menos conhece o cara direito. Nem mesmo eu o conheço, ou Emmett o conhece, ou Jasper ou até quem sabe Rosalie ou Alice. Sequer as líderes de torcida conhecem esse cara e você já vai logo correr atrás dele como um cachorrinho? – me repreendeu Edward usando seu tom ‘Eu estou certo e você sabe disso’

– Edward, cara só por que ninguém o conhece não quer dizer que ele seja uma má pessoa. Já fomos novatos aqui lembra? E lembra o quanto foi ruim as outras pessoas nos deixarem isolados só porque éramos novos? Isso é preconceito – retruquei cruzando os braços.

– Isso não vem ao caso Isabella, você sabe que eu estou certo e eu não gostei dele. Nem do jeito que ele te olhou, mas se quer colocar sua conta em risco, Okay vá lá e coloque-se eu já não tenho mais nada a ver com essa merda – disse entrando na sala e me deixando lá, naquele corredor vazio, sozinha.

– A donzela está perdida? – Perguntou uma voz pouco familiar

Eu sabia quem era, era James.

–Na verdade a donzela foi abandonada – disse rindo enquanto ele e eu entrávamos na sala de aula trazendo diversos olhares para nós dois e para a mão de James em minha cintura.

– E quem foi o príncipe idiota que ousou deixa-la sozinha? – Perguntou e eu decidi que essa era a hora de finalmente dizer a verdade.

– Não diria o príncipe, já que o mesmo está a minha frente e sim quem sabe um plebeu? – murmurei sentindo minhas bochechas corarem.

(...)

Depois daquele dia, minha vida mudou radicalmente, eu já não era a garota tão tímida que só se preocupava com as notas de final de bimestre e sim comigo mesma.

Eu quase não falava com meus antigos amigos, Edward, Emmett, Rosalie, Alice e Jasper graças à discussão que tivemos por causa de James. Eu queria dizer que não me importava, queria dizer que era forte e não precisava de amigos, mas se dissesse seria mentira, a maior de todas as mentiras.

Meus amigos se tornaram muito mais que amigos para mim ao longo do tempo, eles se tornaram meus irmãos, pessoas em quem eu confiava de olhos fechados e mãos amarradas. Eu o tinha perdido, eu tinha perdido a única pessoa com quem eu realmente me importava, e estava me distanciando cada vez mais de mim mesma, de quem eu costumava ser e de minha verdadeira personalidade para vestir a capa de garota perfeita e submissa que abandona tudo pelo namorado.

Eu tinha absoluta consciência disso, sabia que era errado, sabia que deveria encurralar James e coloca-lo na parede fazendo escolher entre mim e a garota que ele queria que eu fosse. Eu poderia ficar sem tudo, menos sem meu herói, meu Edward.

Foi então numa cinzenta manhã de sexta feira em que acordei decidida a acabar com tudo aquilo, e voltar a ser a Bella de antigamente. Estando com James ou não

Tinha chegado à escola a pouco mais de uma hora no Forks Hight Scholl e esperava por meu namorado no estacionamento enquanto pequenas gotículas de agua caiam sobre minha cabeça, mesmo assim eu não estava me importando nem um pouco, afinal estava em prol de algo muito maior.

Eu esperei, esperei e esperei mais um pouco por James, mas quanto mais tempo se passava mais eu tinha certeza de que ele não viria à escola. Faltavam apenas 30 minutos para bater o sinal quando localizei seu lindo carro prateado chegando ao estacionamento do FHS adentrando o local e estacionando majestosamente bem, tão bem quanto um piloto de fórmula um talvez.

Assim que me viu, James caminhou até onde eu estava e logo depois de chegar até mim passou seu dedo indicador por meus lábios fazendo uma leve caricia no local, mas eu não deixei me abater. Precisava conversar e tinha que ser ainda hoje.

– Hey gatinha, desculpe não te pegar em casa hoje. Tive alguns imprevistos, mas espero que não tenha tido problemas em vir com seu carro, certo? – Perguntou com certo temor e culpa na voz, desde que tinha começado a namorar eu tinha oficialmente aposentado minha recém-ganhada e amada picape para vir todos os dias com meu namorado para a escola em seu lindo Aston Martini. Coisa essa que eu estava planejando rever assim que pudesse conversar com calma com meu namorado. Eu tinha acabado de tirar minha carteira de motorista e o mínimo que gostaria de fazer era aproveita-la certo?

– Tudo bem, digamos que a picape não está assim tão impossibilitada. Ela pode perfeitamente me trazer para a escola e para meus devidos compromissos. – expliquei com certa aspereza na voz, James poderia ser rico, mas seu dinheiro não comprava minha dignidade e muito menos minhas respostas e mal- criações.

– Hm Ok, mas não vamos abusar da boa vontade da velhinha, certo? Ela pode perfeitamente ter te trazido a escola hoje, o que não significa que pode fazê-lo novamente amanhã ou quem sabe em um caso de emergência. – disse ele e eu sinceramente odiei seu tom ‘eu sei de tudo e ninguém pode me conquistar porque sou o fodão da estória’.

– Não estamos aqui para discutir a capacidade de locomoção de meu carro estamos? E se estivermos eu sinceramente gostaria que mudássemos de assunto. – Eu realmente não gostei do tom com o qual ele se referiu ao meu tão amado carrinho.

–Ok, ok é impressão minha ou minha namorada está brava hoje? O que é dessa vez? TPM ou stress ante- prova? – perguntou divertido, urght não se pode nem mesmo mudar de humor sem que todos achem que estamos de TPM? Definitivamente James tem caído em meu conceito.

– Também não estamos aqui para discutir meu estado de espírito ou humor, muito menos se estou ou não de TPM. Então, por favor, vamos direto ao ponto – falei sem paciência alguma, ah qual é? Também tenho direitos.

–Diga

–James, eu preciso ter uma conversa inadiável com você e TEM que ser hoje, eu preciso rever meus conceitos sobre nossa relação e isso não pode esperar... - eu nem ao menos terminei de falar e o maldito e irritante sinal da escola tocou, despertando nossa atenção. Eu precisava ir para a aula ao mesmo tempo em que precisava falar com James, mas nesse momento a aula tinha que vir em primeiro lugar.

–Okay, faremos o seguinte; te pego em casa hoje as sete e meia para irmos a uma lanchonete nova que inaugurou e o pessoal está dizendo que é muito boa. Enquanto comemos poderemos conversar tranquilamente sem interrupções Ok? –perguntou ele quando eu já estava entrando no prédio dois, onde teria a aula de química.

– Certo, agora se não se importar eu realmente tenho que ir se não quiser levar uma bela advertência.

– Hey, e meu beijo? – Falou fazendo um bico que hoje não surtia mais efeito algum sobre mim, é James seus encantos de príncipe estão se acabando.

– Depois, certo? Agora eu estou mesmo atrasada – falei saindo correndo em direção a minha aula e assim que cheguei à sala, ganhei um belo olhar reprovador da professora loira morango que tinha silicone nos seios e Botox nos lábios se achando muito gostosona.

As aulas demoraram a passar, quando finalmente estava em minha penúltima aula olhei para meu horário que estava em minhas mãos percebendo que minha ultima aula era de biologia, aula essa que teria com James e Edward.

Suspirei pesadamente e guardei meus poucos materiais dentro da mochila alaranjada e correndo pelo corredor chegando até a sala onde teria a tão esperada ultima aula.

Olhei em duvida para as duas bancadas, uma que eu dividia com Edward há algum tempo, mas que infelizmente tinha parado de fazê-lo quando conheci James e para a do mesmo.

‘Tome uma atitude Isabella Swan, deixe de ser covarde’ dizia minha insistente mente que fazia a questão de me deixar cada vez pior.

Olhei novamente para a bancada de Edward e segui o caminho mais fácil para ela, me sentei em meu banco costumeiro e esperei meu parceiro chegar.

Foi tremenda a surpresa de Edward quando percebeu que lugar em seu lado esquerdo estava ocupado por ninguém mais ninguém menos do que eu, logo a garota que antes era sua melhor amiga e agora era a que o tinha desprezado. É eu sou mesmo uma idiota.

Ele caminhou até a mesa de mármore fria e se sentou ao meu lado, com um sorriso ameaçando aparecer em seus lábios. Ah como eu sentia falta daquele sorriso torto que eu tanto amava.

– Horas hora vejam se não é a ilustre Isabella Swan que está sentada ao meu lado – disse meu amigo em tom de deboche. É eu acho que merecia mesmo isso.

‘’COMO ASSIM, EU ACHO QUE MERECIA MESMO ISSO? ISABELLA MARIE SWAN É OBVIO QUE VOCÊ MERECIA ISSO! QUER O QUE DEPOIS DE ESNOBAR O MENINO E PRATICAMENTE CHAMA-LO DE SAPO? ARGHT EU TENHO VERGONHA DE SER SEU SUBCONSCIENTE’’ – ralhou minha mente ranzinza que ainda não tinha perdido a oportunidade de me fazer ficar cada vez pior.

– Ok, eu admito sei que você deve estar com raiva de mim por tudo que fiz, também pudera até eu estou com raiva de mim mesma nesse momento, mas, por favor, Edward me dê uma nova chance. – Pedi com os dedos cruzados internamente, eu precisava ter meu amigo de volta custe o que custar.

‘Eu bem que espero que ele te dê um pé na bunda, Rá quem mandou ficar esnobando o menino assim? Você bem que mereceu Isabella idiota’, mas preferi não ouvir minha ‘deusa’ interior que sempre que contrariava mesmo quando eu estava certa.

– Chance? Acho que já te dei uma chance quando te disse para ficar longe dele e você não escutou, se nossa amizade foi para a merda a culpa, minha querida não é minha. – disse ele com os olhos verdes esmeralda me fitando com raiva e até mesmo um sentimento desconhecido.

–Por favor, Edward, eu te imploro por tudo que é mais sagrado. Dê-me mais uma chance, a última chance e eu prometo não te decepcionar. – implorei já com os olhos marejados quando ele me olhou mais uma vez e assentiu com a cabeça.

–Por que essa mudança toda de repente? - Perguntou ainda confuso.

– Hoje á noite vai saber, eu prometo que lhe contarei, mas só quando tiver tudo resolvido. Só tenha um pouco de paciência. – terminei de falar quando James adentrou a sala de aula e queimou seus olhos em mim e em Edward, mas não falou absolutamente nada, apenas foi para sua bancada e minutos depois que a aula foi iniciada fez sua pesquisa sem nunca tirar os olhos de mim e meu parceiro.

Os minutos se passaram assim como os segundos, os milésimos de segundos e as horas fazendo o sinal bater finalmente as três da tarde. Estava pronta para sair quando senti uma mão segurar em meu pulso, aquele toque era tão familiar e deixava um formigamento tão estranho.

– Vai cumprir sua promessa? – Perguntou Edward na soleira da porta, eu apenas assenti com a cabeça antes de sair rumo ao estacionamento para pegar minha picape, não esperei por James, em vez disso fui direto para minha casa vendo que o céu estava cinzento, as nuvens carregadas sinal de que a chuva cairia logo mais. E eu não curtia muito ficar molhada.

Assim que cheguei a casa vi que a mesma estava vazia, meus pais estavam trabalhando como sempre e eu tive que esquentar meu almoço no micro-ondas onde esquentei o macarrão com queijo do jantar e fritei alguns empanados de frango.

Assim que terminei o almoço percebi que a casa estava bagunçada, então coloquei os pratos, panelas, vasilhas e vasilhames todos na máquina de lavar louça enquanto subia as escadas e pegava as roupas espalhadas em pilhas por meu quarto.

Coloquei- as todas num cesto e parti para meu banheiro onde havia mais algumas roupas, peguei-as também e fui para o quarto de meus pais que estava devidamente arrumado e não precisava fazer parte da faxina.

Desci as escadas com o cesto cheio de roupas e então parti para a lavanderia, liguei a máquina de lavar roupas e coloquei as peças ali dentro deixando que fizesse seu trabalho enquanto busquei pelo aspirador de pó e passei pelo carpete da sala, e tapete.

Fui para a cozinha e os pratos já estavam devidamente limpos assim como as jarras, vasilhas e vasilhames peguei um pano de prato na gaveta e os enxuguei guardando logo após. Passei um pano com álcool na cozinha para desinfetar o chão. Terminei ali e subi as escadas para lavar os três banheiros da casa, passei agua sanitária e assim que estavam brilhando de limpos me vi descendo as escadas novamente para pegar as roupas e estendê-las, quando o trabalho foi feito abri minha mochila terminei a tarefa de casa e logo após tomei um belo banho tirando todo o cansaço do dia todo, meus músculos estavam tão tensos que tive que tomar um advil para melhorar.

Não terminei nem mesmo de me trocar, assim que vi minha cama tão macia e tentadora para mim me joguei nela ainda de toalha. E dormi o resto do dia.

(...)

Faltavam exatamente quinze minutos para as sete e meia e eu já estava arrumada e devidamente agasalhada, já que o frio de Forks estava intenso e o vento então nem se fala.

As sete e trinta ouvi a buzina estridente do carro de James que estava parado em frente a minha casa, sai da mesma e tranquei a porta já que meus pais me ligaram avisando que chegariam somente no dia seguinte porque tinham decidido ir a um restaurante e fazer um programinha a dois.

(...)

O Caminho no carro foi totalmente silencioso, estranhei o fato de que James não falou comigo uma vez sequer ou me olhou como sempre fazia. Ele estava estranho, disso eu tinha certeza.

Chegamos à beira de uma estrada solitária de Forks, onde James parou o carro e se virou para mim. Eu tomei uma respiração profunda e então:

– Precisamos conversar – pedi com a voz meio quebrada.

– Clara gatinha – disse ele com uma voz mansa, é talvez eu estivesse errada ao seu respeito, mas agora não dava mais tempo de me arrepender.

– James, eu quero terminar tudo. –falei duma vez só, e ele apenas assentiu com a mandíbula travada.

– Okay, quer dizer então que a nerdzinha puritana quer terminar o namoro comigo sem nem ao menos, dar um presente? Oh que maldade – disse sarcástico.

– O que quer dizer com isso? – Perguntei quando ele se aproximou de mim e retirou meu cinto de segurança.

– Quero dizer que fiquei esse tempo todo com você e quero minha recompensa, vamos ver se a nerdzinha é mesmo uma virgenzinha – disse ficando em cima de mim e então eu não soube de mais nada, eu não via mais nada eu apenas queria morrer e morrer para sempre. Eu me sentia suja, imunda, me sentia um lixo.

James me deixou na beira daquela estrada, sangrando sem auxilio sem nada. Eu chorei e chorei muito, eu chorei tanto até meus olhos doerem. E então eu sabia a quem recorrer.

Caminhei trôpega até um orelhão e disquei o numero de Edward que atendeu prontamente, sem notar meus soluços agudos.

–Alô

– EDWARD PE-PELO AMOR DE DEUS ME AJUDE EU... EU ME AJUDE – Pedi chorando com força

– Bella? O que aconteceu? Onde você está? – Perguntou confuso, dei-lhe o endereço e minutos depois estava em seu colo, chorando em seu peito molhando sua camisa.

– Vamos para minha casa, não tem ninguém lá agora. Vou cuidar de você baby, shiu –disse afagando meu cabelo.

Não sei quando, mas minutos depois me vi na casa de Edward em seu sofá enquanto tremia descontroladamente.

*Coloque para tocar: Breath me SIA*

– Vou cuidar de você, vou cuidar de você meu amor – balbuciava Edward me ninando em seu peito enquanto mais lágrimas caiam.

Me ajude, tenho feito isso de novo. Eu tenho estado aqui muitas vezes antes

Machuquei a mim mesma de novo hoje

E, a pior parte é que não tem ninguém para culpar.



Eu não tinha ninguém para culpar, não tinha palavras para dizer, não tinha ar para respirar. Tudo não passava de um borrão molhado, de lembranças dolorosas e de feridas abertas.

(N/A: Essa é a parte em que o flashback se inicia, por isso a repetição das palavras.)

Eu precisava de carinho, de cuidado, de um abraço, de um beijo, de um afago, de um sussurro, do silêncio, do calor, do frio, da temperatura certa, de pele com pele, eu precisava de um amigo. Precisava de alguém que me dissesse que tudo ficaria bem, precisava de alguém.

Precisava dele, precisava que ele cuidasse de meu pequeno coração destroçado. Que ele colasse os pedaços do meu ser que estavam despedaçados. Eu precisava de uma noite de sossego, precisava de calmaria, de risadas pela sala, de um minuto de silêncio, de choro, de gargalhadas, precisava ficar sozinha e ao mesmo tempo sentir que estava com alguém.

Seja meu amigo

Me segure, me envolva, Me descubra, eu sou pequena, Estou carente

Me aqueça e me respire.



Em algum ponto da noite me vi debaixo da agua quente do chuveiro, sendo lavada por meu amigo, sendo consolada por meu amigo, sendo apenas a amiga do meu melhor amigo.

As palavras passaram a ser apenas sussurros ilegíveis, as cores passaram a ser borrões, o calor começou a ser frio, o dia era escuro como a noite e meu Edward continuava sendo meu.

Fim do flashback

Ele cuidou de mim, em todas as vezes em todas as situações, foi Edward quem me fez levantar, me deu forças e me disse para seguir em frente. Era ele meu herói, meu príncipe encantado, meu melhor amigo, e quem sabe meu melhor namorado?

Só o tempo poderia dizer, mas eu não me importaria em esperar, nem que fosse dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta ou mil anos. Eu lutaria por nós dois, isso era minha nova e mais definitiva certeza.

Eu faria de tudo por ele, pois foi graças a ele que voltei a respirar. Ele me fez respirar, ele me fez voltar a respirar.


Coitadinha da Bella! Tomara que ela consiga em fim ficar com o Edward né? Segunda tam mais capitulo pra vocês!

1 Comentários:

Val RIBEIRO disse...

que triste...

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