31 de agosto de 2013

Fanfic O Sexy Capitão Cullen por Fran Borges - Epílogo


Boa noite marinheiras!
Infelizmente, chegou o dia do epílogo da nossa história, a hora de nos despedir do nosso Capitão!
Boa leitura!

AVISO: o capitulo a seguir contém lemons, se continuar lendo tenha consciência disso.


Epílogo

POV Capitão

Estava em um helicóptero fretado, não conseguia acreditar no que aconteceu e como eu havia parado aqui.

Haviam se passado três anos desde o nosso casamento e eu ainda tinha clara em minha mente a imagem de Isabella em seu vestido, minha eterna deusa grega. Lembro-me de cada momento, principalmente do brilho dos olhos dela me dizendo o quanto estava feliz.

Nossa noite de núpcias havia sido bem intensa e nada convencional. Afinal, éramos um Capitão e seu Marujo. Meu Marujo sempre tinha ideias maravilhosas e muito pervertidas. Logo, ela nos envolveu em uma maratona sexual intensa planejando um tour para reviver nossos momentos no navio.

Começamos na cabine de comando, dali para a sala das máquinas, depois ao bote, elevador, proa e por fim ao nosso quarto. Resumo de tudo isso, ficamos dois dias perdidos dentro daquele navio e nem ao menos vimos nossas famílias. Parávamos apenas para comer em pequenos intervalos e já no terceiro dia estávamos na Grécia.

Foram dias memoráveis, lindos e intensos. Obviamente continuamos a relembrar muitos momentos. A essa altura já havia me conformado que tinha criado um monstro, Isabella não tinha limites. Se alguém algum dia mencionasse novamente aquela história sem cabimento de que ela seria uma mulher fria eu iria gargalhar no rosto do indivíduo.

Os dias se passaram e logo estávamos de volta à Nova York. Ainda ficamos dois meses no apartamento de Isabella enquanto procurávamos uma casa. Depois de procurarmos muito chegamos ao Upper West Side, uma casa branca de dois andares com um belo jardim e portões também brancos. Parecíamos duas crianças brincando de casinha escolhendo cada móvel e decoração. Oferecemos um jantar à família e aos amigos para inaugurar nossa nova morada e claro, fizemos nossa estreia bem particular que envolvia meu uniforme, algemas e Isabella vestida de marujo.

Definitivamente certas coisas jamais mudariam. Como minha obsessão por ela, essa jamais passaria. Ainda continuava admirando e prestando atenção em cada detalhe, cada expressão. Quando estava feliz e sorria, mordendo os lábios nervosa, franzindo a testa desconfiada, corada quando envergonhada, quando me chamava pelo nome completo e estava brava. E acima de tudo suas expressões de prazer. O olhar lascivo quando se aproximava com suas ideias sempre interessantes.

Contudo, também aconteceram coisas bem estranhas nesse tempo. Como no quinto dia em que estávamos em nossa nova casa. Três horas da manhã quem poderia bater na porta de alguém e chamar por telefone. Resposta: Demetri.

Flashback

– Edward tem alguém tocando o interfone. – Isabella disse assustada.

– Sim, já percebi e meu celular está tocando.

– Atende logo. Acho que a pessoa não vai desistir. – Peguei o celular olhando o visor não acreditando no nome que apareceu.

– Você sabia que são três da madrugada? – Atendi irritado.

– Sim eu sei. Acredite, eu não estaria aqui no seu portão se a coisa não fosse séria.

– O que houve Demetri? Aconteceu algo grave? – Indaguei preocupado.

– Sim Cullen, por favor, preciso falar com você.

– Tudo bem. Já estou descendo.

– O que ouve? – Isabella me perguntou aflita.

– Era Demetri, não sei o que houve, mas ele parecia bastante nervoso. Vou descer e liberar o portão para que ele entre.

– Tudo bem. Eu vou em seguida. Espero que não seja nada muito sério.

Vesti meu roupão descendo as escadas depressa. Liberei o portão pelo interfone e fui para a porta receber Demetri. O que quer que tenha acontecido deveria ser grave, pois ele não apareceria aqui há essa hora por nada. Abri a porta e ele entrou visivelmente nervoso passando direto por mim e indo se sentar no sofá.

– Eu não estou acreditando nisso. – Dizia com as mãos na cabeça. Fui até ele e me sentei em sua frente.

– O que houve Demetri? Diga de uma vez. Já estou ficando nervoso também.

– Estou com sintomas muito estranhos.

– Você está doente Demetri? – Perguntei preocupado.

– Acho que essa é a palavra e a culpa é sua Cullen. – Disse me encarando. Eu já começava a desconfiar de tudo isso.

– Que sintomas são esses?

– Eu só posso estar enlouquecendo. Não paro de pensar nela. Acordo pensando, durmo pensando. Quero estar sempre com ela. Às vezes ligo com qualquer desculpa idiota apenas para ouvi-la. Eu pensei que depois de ir para a cama com ela tudo acabaria, mas piorou. – Estava me controlando para não rir. – E o pior é que depois que estamos juntos ela simplesmente se levanta, veste a roupa e vai embora. Isso quando não me deixa dormindo no motel, por que nós só vamos a motéis. Jane não me leva em sua casa e tão pouco quer ir à minha. Diz que isso cria vínculos. – Nesse momento foi impossível controlar. Fui obrigado a rir. – Do que está rindo Cullen? Isso não é engraçado. Tudo está muito estranho. Eu me sinto...

– Usado, rejeitado? – Falei por ele.

– Sim e também comecei a pensar, que, bem... – Encontrei as palavras por ele novamente.

– Que muitas das mulheres com quem você esteve se sentiram assim. – Ele assentiu. – Sinto te informar, mas os sintomas são bem claros. Você está apaixonado pela Jane. – Ele se levantou na mesma hora, andando de um lado para o outro. Nesse momento vi minha mulher no alto da escada rindo e piscou para mim.

– Você só pode estar louco Cullen. Isso não é para mim. É impossível.

– Sinto muito Demetri, mas está bem claro.

– Eu sabia que a convivência com você e seu pai me fariam mal. Além disso, foi por sua culpa que eu conheci essa bruxa.

– Se quer me culpar tudo bem, mas isso não muda o fato.

– Eu não acredito nisso! O que eu faço? – Senti um pouco de pena do meu amigo, ele estava mesmo desesperado.

– Tem duas alternativas. Uma difícil e outra fácil, porém as duas terminam da mesma forma. A difícil você pode fugir, negar o que está sentindo e se arriscar a vê-la com outro. – Por sua expressão percebi que isso seria terrível para ele. – E no final acabar se rendendo.

– E qual é a fácil?

– Render-se de uma vez. Procurá-la e dizer o que sente.

– E se ela me rejeitar? Ela sempre me mantém o mais afastado possível, fora da cama, claro. – Sorri sem me conter.

– Terá que arriscar Demetri.

– Hum! – Ouvimos Isabella resmungar.

– Bella!

– Certo Demetri, para que você deixe a mim e meu marido voltar a dormir vou te dizer algo sobre Jane. Se ela se envolveu com você, por mais fria e distante que pareça, é por que você tem uma chance com ela. Por isso a procure e lhe diga o que disse ao Edward. Ela vai te dar essa chance.

– Você tem certeza? – Meu amigo perguntou duvidando.

– Tenho. Talvez ela demore um pouco para responder, mas vai te dar essa chance. – Ele assentiu. – Será que podemos voltar a dormir? – Eu lhe sorri.

– Eu não queria incomodar ainda mais, mas será que poderia dormir aqui? – Eu e Isabella nos olhamos, ela assentiu.

– Terá que dormir na sala. Ainda não temos móveis no quarto de hóspedes. – Esclareci.

– Não tem problema. Não quero ficar sozinho. – Já estava mesmo começando a ficar com pena dele.

– De onde você está vindo Demetri? – Perguntou minha mulher.

– Do motel. Acordei sozinho. Ela me deixou lá e nem ao menos um bilhete foi capaz de escrever. – Isabella gargalhou. – Qual é Bella? Estou sofrendo aqui.

– Tudo bem. Vou tentar me controlar. Vou pegar cobertas e um travesseiro para você.

– Eu te ajudo amor. Demetri se quiser comer ou beber algo fique à vontade.

– Obrigado. Aliás, obrigado aos dois. – Segui com Isabella para o quarto.

– E então? – A questionei.

– Jane está mesmo sendo má. Preciso me lembrar de cumprimentá-la na segunda. – Falou rindo. – Agora, para Demetri, ele finalmente encontrou uma mulher que sabe lidar com ele.

– Você acha que é apenas jogo dela?

– Tenho certeza. Ela está apaixonada, ainda que não tivesse me dito, eu saberia.

– Ela te disse e você não me falou?

– Confidências amor. – Disse me dando um selinho enquanto pegava lençóis e um cobertor.

– Você acha que ela vai fazer mais jogo duro?

– Talvez.

– Será que ficamos com pena de Demetri? – Ficamos nos olhando por alguns segundos.

– Não. – Respondemos juntos.

– E mais isso vai acabar em casamento. - Isabella respondeu e como estava certa.

Fim do Flashback

Um ano depois lá estava eu de terno sendo padrinho do meu melhor amigo. Ele continuava dizendo coisas do tipo: “Está em tempo de fugir. Só posso estar ficando louco. Aquela loirinha me lançou algum encantamento que me trouxe até aqui".

No entanto, tudo isso durou apenas até ele ver Jane entrando na igreja vestida de noiva. Nesse momento pude vislumbrar o sorriso mais verdadeiro e sincero que já vi em meu amigo. Ele estava feliz, enforcado, como ele mesmo dizia, mas sorria rendido.

O que veio em seguida me surpreendeu ainda mais. Apenas um ano depois Jane já dava luz a um menino e está para nascer pai mais babão. Quer dizer, somente eu, quando minha filha nascesse.

Tudo estava perfeito. Nossa família cada vez mais entrosada. Tínhamos sempre aqueles grandes almoços onde nos reuníamos todos e agora a piada da vez era Emmett, pois todos já estávamos casados só faltava ele e Rosalie. Pegávamos no pé de meu irmão dizendo que a estava enrolando, ela por sua vez lhe lançava um olhar mortal. Resultado, no final desse ano se casariam.

Durante todo esse tempo Isabella e eu podemos descobrir muitas coisas. A primeira delas era que nosso amor era para sempre, jamais poderíamos estar distantes um do outro. A cada dia eu me apaixonava mais por ela.

Descobri também que ela odiava que falasse enquanto ela assistia ao jornal, que não perdia um só capítulo de House, que confesso também me viciei. Também que ficava completamente absorvida quando estava escrevendo um artigo, nem mesmo se eu ficasse nu em sua frente ela parava. Tudo bem. Caso eu ficasse, o que fiz uma vez ou algumas, ela reagia, mas depois de satisfeita me dava bronca.

E por fim, descobrimos algo perturbador, nosso nível de ciúme era idêntico, ou seja, intenso. Eu mesmo me declaro culpado. Quando vejo apenas um olhar na sua direção, logo quero matar e sufocar o indivíduo. Mas isso é normal não é? Quem tem uma mulher com aquelas pernas não pode descuidar um minuto.

E agora ela estava ainda mais linda. Isabella havia ficado grávida em nosso terceiro ano de casados. Estava divina, os seios maiores, a barriga linda e o rosto se iluminava. Porém, a mesma não estava de acordo com os meus pensamentos. Eu disse que havíamos descoberto que nossos níveis de ciúme eram iguais, bem, isso até os hormônios da gravidez entrarem em ação.

Era desesperador algumas vezes e por mais que eu não fizesse nada para lhe dar motivos, até mesmo com nossa vizinha de quarenta anos e com três filhos ela havia cismado. Dizia que a mesma olhava demais para mim. E bem, tudo o mais que dizem dos hormônios na gravidez era certo. Isabella estava ainda mais teimosa, mais brava e muito mais fogosa, se é que isso era possível. Muitas vezes ela me acordava no meio da noite e quando eu percebia já estava montada em mim. Eu havia correspondido mesmo dormindo. Ela me usava e abusava, algo que eu não reclamava nem por um momento. Ela entrou no nono mês e nem isso diminuiu seu fogo.

Teimosa como só Isabella era, parou de trabalhar apenas no final da gravidez e mais teimosa ainda quando me fez aceitar essa maldita viagem. Ela me disse: “Faltam vinte dias para o parto. Sua viagem irá durar apenas dez dias dará tempo de sobra.” Eu não queria ir, mas ela me convenceu.

E como se fosse um relógio, Rennesme, nossa filha já provando ser teimosa como a mãe resolveu nascer exatamente dez dias antes.

Quando já estava à uma hora do porto de Miami recebi um telefonema de Charlie, claro. Ela sabia que esse era único em que eu não daria uma bronca. E foi então que começou minha agonia. Demetri me ajudou a adiantar um voo. Paguei pela passagem mais cara, mas isso não importava. Ainda bem que ele conseguiu embarcar comigo, pois estava uma pilha de nervos. Antes mesmo de aterrissarmos havíamos conseguido fretar um helicóptero, pois chegar em menos de uma hora no hospital com o trânsito de Nova York seria impossível. Por isso nesse preciso momento estávamos sobrevoando a cidade rumo ao hospital.

– Fique calmo Edward. Do contrário ao invés de assistir um parto, você terá que se curar de um ataque cardíaco.

– Olha quem fala! O homem que desmaiou quando soube que a mulher ia dar a luz.

– Não precisa humilhar. Só estou tentando ajudar.

– Eu sei Volturi, mas não consigo me acalmar. Eu avisei a Isabella. Eu não queria ter ido nessa viagem.

– Não vai adiantar você brigar com ela agora.

– Não vou por que ela está em trabalho de parto, mas depois ela vai me ouvir. A espertinha ainda mandou o Charlie me ligar. Sabia que eu não brigaria com ele.

– A quem você quer enganar Edward? Você é um frouxo quando se trata de Bella. – Meus argumentos caíram por terra.

– Você me pegou.

– Eu não digo mais nada. Sou apenas um fantoche nas mãos daquela loira. – Resignou-se.

– Entendo o que diz. – O piloto nos avisou que em cinco minutos estaríamos pousando no heliponto de emergência do hospital.

Assim que o helicóptero aterrissou eu desci correndo. Demetri ficou resolvendo as últimas questões com o piloto. Adentrei o hospital apressado, a única informação que me interessava era onde ficavam as salas de parto. Não percebia ninguém a minha frente. Um alívio enorme surgiu quando avistei meus pais e Charlie. Dirigi-me até eles.

– Onde ela está?

– No quarto cento e três. – Respondeu minha mãe, ainda não a tinham levado. – Renné está com ela. Está tudo bem meu filho. Acalme-se. – Olhei ao redor e percebi que todos estavam ali.

– Só irei me acalmar quando vê-la.

– Ela está bem e Rennesme também. – Aproximou-se Alice.

– Vá filho. Vá ficar com sua mulher. – Disse Charlie. Eu assenti e segui para o quarto indicado.

– Edward. – Chamou minha mãe. – Você não vai se trocar? – Pensei na pergunta imprópria de minha mãe.

– Depois eu vejo isso. – E segui meu caminho. Cheguei à porta do quarto a abrindo de uma vez e pude ouvir Isabella.

– Onde está o Edward mamãe?

– Deve estar chegando filha. – Aproximei-me.

– Estou aqui amor. – Peguei sua mão e sorri. Ela me olhou em silêncio. Analisando-me de cima abaixo e com um olhar... Raivoso?

– O que você está fazendo vestido assim Edward Masen Cullen? – Definitivamente ela estava brava. Eu olhei para minha roupa percebendo que eu estava de uniforme.

– Eu não tive tempo de me trocar amor. Saí do porto diretamente para o aeroporto e de lá fretei um helicóptero para chegar até aqui. – Ela não havia se acalmado.

– Sim e imagino que matou metade das enfermeiras, médicas e pacientes terminais pelo caminho.

– Isabella, meu amor. Você sabe que eu não olho para ninguém e pelo caminho, sinceramente, estava tão aflito que não vi nada. Não é hora para isso Isabella. – Para que fui dizer aquilo. Fiquei arrependido na mesma hora.

– Não é hora para isso! Sou eu que estou sentindo dores horríveis, sou eu que vou colocar nossa filha no mundo. Então é hora do que eu quiser! Ahhhh! – Ela gritou de dor e aquilo me afligiu ainda mais.

– Calma amor! Desculpe-me. É hora do que você quiser, tem toda razão. – Olhei para Renné que ria no canto. Eu tinha que entendê-la. Sei o quanto ela devia estar nervosa.

– Se você suspirar outra vez eu juro que pulo daqui diretamente no seu pescoço! Ah! Ah! – Gritava e eu não consegui entender o que ela disse.

– O que fiz agora amor?

– Não você Edward. Ela atrás de você. Tirem essa mulher daqui! – Juro que eu nem mesmo havia reparado na enfermeira e o pior é que a mulher me olhava com cara de boba mesmo.

– Saia Claire e peça para outro vir me ajudar. – Agora percebi que o doutor Phil estava aqui.

– Como vai doutor? Não percebi sua presença, desculpe-me.

– Pude notar. – O doutor disse sorrindo.

– Como elas estão doutor?

– Tudo está correndo muito bem Edward. Não se preocupe. E você fique calma Isabella. – Ela bufou e nada respondeu. Aproximei-me do médico.

– Isso é normal doutor?

– Sim, em todos esses anos já lidei com todos os tipos de reações.

– Edward! – Aproximei-me dela novamente segurando sua mão. – Desculpe-me amor. Acho que estou um pouco nervosa e esses hormônios. Ahh!

– Tudo bem amor. – Respondi compreensivo.

– Quando termina isso doutor? – Perguntei vendo minha mulher se contorcer de dor.

– Quando ela tiver dilatação suficiente, mas pelo que vejo isso não irá demorar. Paul, que bom que veio. Venha me ajudar. – Entrou um homem moreno com braços enormes.

– Claire me disse que precisava de ajuda. – Respondeu o mesmo, mas espera aí. Quantos anos tinha esse rapaz? Ele iria ver minha mulher praticamente nua?

– Espere um momento. Onde estão as enfermeiras? Esse rapaz não é muito novo para isso. Ele não vai chegar perto de Isabella. – Ouvi gargalhadas e percebi que eram de Renné. Isabella sorria ao mesmo tempo em que se contorcia.

– Por Deus! Chame a Carmem. E quanto a vocês dois escutem bem. Essa enfermeira tem cinquenta anos. Estão satisfeitos agora? – Isabella e eu nos olhamos com um sorriso de canto e respondemos juntos.

– Sim.

– Ótimo. E já estou avisando mais uma de vocês dois eu te coloco para fora. – Apontou para mim. – E sedo você. – Agora disse para Isabella.

– Sim doutor. – Respondemos juntos outra vez. A enfermeira entrou e começou a preparar Isabella. Renné se despediu.

– Desculpe esses dois doutor.

– Pais de primeira viagem sei bem como são. – Resmunguei, mas não respondi. – Pode ir se trocar Edward, já pedi que separassem uma roupa para você. Vamos para a sala de parto. – Isabella apertou mais forte minha mão.

– Em alguns minutos estarei com vocês. Eu te amo Marujo.

– E eu te amo Meu Capitão.

Ela sorriu e a levaram em uma maca. A enfermeira me mostrou onde me trocar. Depois de devidamente trajado com aquela roupa azul e com uma máscara me dirigi à sala de parto.

A próxima meia hora foi a mais feliz e agonizante da minha vida. Eu sei que as coisas são assim, mas eu não conseguia ver Isabella sofrer sem me sentir um inútil. Queria poder trocar de lugar com ela ou ao menos dividir metade da dor que ela sentia. Não sei se para todos os homens era assim, mas para mim, um homem que amava intensamente sua mulher era muito difícil não poder fazer nada. Por isso tentei fazer o meu papel o melhor que pude. Estando ali ao seu lado segurando sua mão e lhe dizendo palavras de amor. Transmitindo uma força que vinha muito mais dela do que de mim.

Porém, tudo se modificou em apenas alguns segundos. Minha angústia, sua dor desapareceram assim que vimos o pequeno rostinho de Rennesme. Seu pequeno corpinho foi colocado ao lado de Isabella e a imagem das duas mulheres que mais amava na vida tocou fundo em mim. Ali tive ainda mais certeza que faria tudo por elas. Lágrimas e sorrisos se mesclaram e o olhar de Isabella se encontrou com o meu. Não eram necessárias palavras. Tudo aconteceu ali.

Nossa filha nasceu forte e saudável. Três dias depois já estávamos em casa. Seus olhos tinham um tom azul indefinido. Eu e Isabella brigávamos por quem teria razão. Ela queria que os olhos de Nessie fossem verdes como os meus. Já eu queria que fossem castanhos como os dela. Um mês depois eu sorria vitorioso.

Tivemos apenas um pequeno problema nesse tempo. O tão assustador resguardo. Era lindo vê-la amamentar, era a cena mais terna que já havia presenciado. O problema era quando ela terminava e seu seio ficava a mostra. Podem me chamar de pervertido, mas era impossível ficar indiferente aos seios de Isabella.

E minha digníssima esposa não colaborava em nada. Passava os dias me provocando. Preparava banhos de banheira, sempre estava tocando em mim e ainda por cima tinha sonhos. Ela gemia durante a noite e isso me matava. Em quinze dias partimos para o oral, caso contrário não iríamos resistir. E já estava certo. Assim que o resguardo terminasse vedaríamos o quarto à prova de sons.

Nossa menina era linda. Seus cabelos eram como os meus, a boquinha vermelhinha e tão linda quanto à da mãe. Ela já era o xodó da família e não podia ser diferente. Era a primeira neta e todos a paparicavam.

Uma notícia, no entanto, deixou a todos tristes. Alice descobriu que não podia ter filhos e no início ela ficou realmente depressiva necessitando de todo o nosso carinho. Agora eles estavam bem e em processo de adoção.

Logo tivemos o casamento de Rose e Emmett. Nessie já estava com oito meses e estava a cada dia mais linda. Fazendo gracinhas e sorrindo muito. Eu e Isabella éramos dois tolos babando por ela. Se não tomássemos cuidado ela faria o quisesse de nós. Do que eu estou falando, mãe e filha já faziam o que queriam de mim.

Aquele ano havia sido perfeito e era muito difícil deixá-las. No início fiquei dois meses com elas, mas depois tive que voltar a trabalhar. Tentava pegar sempre viagens mais curtas. Quando está fora Isabella colocava nossa pequena no webcam. Ela já tinha uma roupinha de marinheira com uma boina branca que lembrava um quepe. Eu, Sue, Demetri e todos a bordo se derretiam ao vê-la.

Passado esse tempo, hoje nossa princesa completava um aninho. Já dava seus passinhos e falava papai e mamãe. Mas o engraçado de tudo isso foi que sua primeira palavra foi Capitan. Acho que de tanto ouvir a mãe falar foi o que aprendeu a dizer primeiro. Isabella a vestiu como uma perfeita marinheirinha e seu bolo era um navio. Nessie batia palminhas e apontava para o bolo dizendo “papai capitan.” A festa estava linda e toda a nossa família estava presente. Inclusive Sara, filha de Jasper e Alice. Mas uma coisa me incomodava. Alec, o filho de Jane e Demetri, colado em minha princesa o tempo todo e de mãos dadas.

– Não seja bobo Edward. São apenas duas crianças. – Bella me recriminou.

– Que irão crescer e não quero nenhum moleque cercando minha princesa. – Senti uma mão bater em minhas costas.

– É Cullen parece que vamos ser parentes. – Rosnei para Demetri enquanto Jane e Isabella riam.

– Se seu filho se aproximar da minha princesa acho que você terá que chamá-lo de filha.

– Agora você me entende. – Charlie se aproximou.

– Perfeitamente Charlie.

– Pode contar comigo. – Meu sogro me apoiou.

– Pobre Nessie com esse pai e avô. Ainda bem que ela tem a nós. – Renné disse acompanhada por minha mãe.

A festa seguiu seu rumo com muita música, presentes e doces. No fim da noite tudo estava um caos, mas deixaríamos para arrumar amanhã. Colocamos nossa princesa para dormir. Isabella se retirou e eu fiquei ali mais um minuto admirando Nessie. Tinha mesmo que ser perfeita, era fruto do amor imenso que tinha por sua mãe. Cheguei ao nosso quarto e ela estava na sacada. Olhava para o céu. Fui até ela a abraçando.

– Cansada?

– Um pouco, mas muito feliz. A festa foi linda e Nessie se divertiu muito. – Cheirei seus cabelos inalando seu perfume.

– Bendito foi o dia que você subiu a bordo daquele navio. Obrigada meu amor. Sou o homem mais feliz e realizado do mundo. Não há um só dia que não agradeça Isabella, um só dia que não a ame ainda mais. – Ela suspirou.

– Você sempre me encantando não é mesmo? – Sorri.

– Eu tento sempre me superar.

– E consegue. Pode ficar tranquilo.

– Estava pensando. Podíamos tirar uns dias para velejar. O tempo está bom e Nessie já tem um ano agora. Eu adaptei várias coisas no veleiro, além do mais, seria apenas dois ou três dias. O que acha? – Perguntei ansioso.

– Acho perfeito. Já faz um ano que não velejamos e confesso que estou com saudade de ver o mastro de perto. – Sorriu safada.

– Isabella, não tem vedação à prova de sons no veleiro. – Respondi no mesmo tom.

– Eu prometo me controlar e nossa filha tem o sono pesado, o que agradeço aos céus todos os dias. – Ela se apertou mais a mim.

– Mas como é essa história de que está com saudade do mastro? – Perguntei indignado. – Que eu saiba seus treinamentos sempre são avançados.

– Será? Não sei, acho que Meu Capitão perdeu o ritmo. Faz um dia. – Ela andava louca com a organização da festa e colocava a culpa em mim. Vou mostrar o que é bom para esse Marujo insubordinado.

– Então é assim? Você acha que devo aceitar esse tipo de insubordinação Marujo? – Ela sorriu maliciosa e nosso jogo começava.

– Com toda certeza não Meu Capitão.

– E o que você acha que devo fazer com você?

– Castigar-me Meu Capitão. – Puxei seu quadril o colando mais ao meu e fazendo com que ela sentisse meu desejo. Senti todo seu corpo se arrepiar.

– Ainda está sentindo falta de dominar o mastro Marujo? – Disse mordiscando sua orelha.

– Oh sim! – Gemeu.

– Então me mostre. – Isabella se virou mirando meus olhos lascivamente.

– Com prazer Meu Capitão.

Ela me olhou daquele jeito que eu sabia que iria gostar muito do que iria fazer. Senti seus lábios em meu pescoço e suas mãos em meu abdômen ainda por baixo do tecido. Suas unhas me arranhavam de leve e logo minha camisa estava no chão. Ela me olhou e sorriu seguindo com seus beijos por meu peito. Suas mãos agora estavam em minhas calças e me acariciavam. Eu gemi me recostando na parede. Ela abriu lentamente, como se quisesse me torturar e as abaixou ainda mais devagar acompanhando o movimento e se ajoelhando a minha frente.

Senti seu toque livre de qualquer tecido e a leve carícia de sua língua. Isabella me torturava com seu toque e lambia toda a extensão de leve. Até que senti seu calor me tomar por completo. Essa mulher sempre seria minha perdição. Ela me fazia morrer em seus braços. Todo meu corpo estremecia e estava chegando ao meu limite, mas não queria as coisas assim. Puxei-a para mim e ela me olhou insatisfeita.

– Não Marujo. Hoje somente quando estiver dentro de você. – No mesmo instante ajoelhei-me diante dela erguendo seu vestido até a cintura. – Agora me deixe retribuir. Seu Capitão também sabe ser generoso. – Olhei para aquela calcinha mínima. Um pedaço de pano preto que não escondia nada. – Como sempre tentando distrair seu Capitão. – Ela sorriu sapeca.

– Sempre.

– Hum! Tem lacinhos. – Desatei os dois laços bem devagar. Podia sentir seu cheiro. Toquei-a com meus dedos e ela gemeu completamente ansiosa por meu toque. – Tudo isso é por mim? – Ela apenas mordeu seus lábios com os olhos fixos nos meus e aquela visão tentadoramente sexy me fez perder o juízo tomando seu prazer. Ela ardia em meus lábios agarrada em meus cabelos. Suguei-a com voracidade até que ela desfalecesse em minhas mãos.

Não conseguiria nem mesmo chegar até a cama. Levantei-me colando meus lábios aos seus em um beijo insano. Tomado pela fúria rasguei a parte de cima de seu vestido deixando seus seios a mostra. Sem mais poder esperar a invadi sentindo-a me acolher, quente e receptiva como sempre.

– Ah! Eu te amo Edward.

– Eu sei, mas nunca mais do que eu. – Beijamo-nos novamente e nosso ritmo tornou-se desesperado, necessitado. Com Isabella não importava o tempo, a circunstância ou o local. Sempre seria intenso e apaixonado. Ficaríamos velhos sendo Capitão e Marujo.

No dia seguinte embarcávamos no veleiro. Minhas duas mulheres sorriam alegres e eu as admirava como um bobo. E uma vez em alto mar agora não tinha mais duas, se não três paixões. O mar, Rennesme e minha Isabella. Não poderia querer nada mais.

Fim
 
 
Quero agradecer primeiramente a Fran Borges que me permitiu postar essa fic maravilhosa aqui no blog e, segundo, as (os) leitoras (es) que acompanharam a história desde o inicio e junto comigo acompanharam a trajetória romântica do nosso Capitão e sua Marujo.
Sábado que vem começa uma nova fic pra vocês!

1 Comentários:

LAV RIBEIRO disse...

perfeito vou sentir saudades.....amei essa fic

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